REFÚGIO
(SEMPRE QUE HÁ UM CÉU PROCURO A NOITE PARA ME ABRIGAR)
REFÚGIO (Sempre que há um céu procuro a noite para me abrigar), inscreve-se de um simbolismo marcado pela ausência, memória, silêncio, tempo, natureza e lugar. Ao percorrer os espaços fotografados procuro uma ligação com o tempo-infância. Remete-me para um “sentir de emoções” que a noite me proporciona. Diariamente ao deambular pelas ruas, campo, encontro espaços ocupados pelo vazio, pelo silêncio nas quais a memória sobressalta em cada esquina em cada olhar-pensamento. A noite como lugar interior do conforto e segurança (porto de abrigo) para o conflito do céu que não é mais que os meus pensamentos enleados numa amálgama de suculentos desejos.
Os animais que deambulam na noite em busca de abrigo e comida, a segurança que as árvores e outras plantas sustentam são também imagens que me solucionam o desejo de procurar a noite para me refugiar.
REFUGE (Whenever there is a sky, I look for the night to shelter myself), is inscribed in a symbolism marked by absence, memory, silence, time, nature and place. When traveling through the photographed spaces, I look for a connection with childhood time. It reminds me of a “feeling of emotions” that the night gives me. Daily, as I wander through the streets, countryside, I find spaces occupied by emptiness, by silence in which memory jumps out at every corner in every look-thought. The night as an interior place of confort and security (a heaven of shelter) for the conflict of heaven that is nothing more than my thoughts entangled in an amalgamation of succulent desires.
The animals that roam at night in search of shelter and food, the security that trees and other plants support are also images that solve my desire to seek the night for refuge.